sexta-feira, 28 de março de 2014

Educação: recado aos professores 1

Ligando o ventilador:
Leio , ouço, alguns professores esforçados  do ensino público falando mal do bolsa família "  porque metem os meninos que não querem nada na escola pertubando aqueles que querem. Então que a bolsa tinha de ter vínculo com nota além da presença." 

Antes, aviso: os EUA já deram grana para quem tirasse boa nota, não só grana como passeio em limusine e o escambau, e , pasmem: graças a deus as notas não melhoraram em nada!!
É uma esperança.
Sou pedagoga cheia de carimbinho, e isso só tem validade para explicar que sempre o tema educação sempre me interessou e muito.  E vou te contar : se você professor consegue que um adolescente, qualquer um, de qualquer classe social, se interesse por classificação de orações, faça estudo do caso! Mande o jovem ao médico.  Se for uma turma, aí divulgue! Escreva um livro, faça crowdfunding do livro que eu vou comprar!
Aí, como aposentada, me imagino na pele dos docentes desanimados e penso: o que eu faria no lugar deles? Como convencer a uma turma de jovens num mundo consumista que só recebem subcultura como informação, bombardeados por um tipo de expressão importada, que só pensam lógica e saudavelmente em sexo, que objeto direto é importante?
Para começar, creio, o próprio professor tem que amar objeto direto, senão, dificilmente vai passar algum interesse. Fora isso, ele tem que conhecer profundamente o objeto direto, saber de sua importância nos tratados de paz, no registro dos mais altos sonhos da humanidade.

Se o professor sente isso, acho que já é um bom começo para uma ótima e interessante aula.