sexta-feira, 21 de junho de 2013

O vendedor de lâmpadas e o vandalismo

Minha sensação ao ver o estudante Pierre Ramon à porta da prefeitura de São Paulo, ali, sozinho enfrentando os políciais, aparentemente querendo fazer ocupação do local foi pensar: poxa, quero esse cara do  meu lado em qualquer conflito, corajoso...

Mas ele tinha depredado,  ele mesmo reconheceu que tinha errado, foi preso, solto etc. E aí fico sabendo que ele é um estudante de arquitetura. E pensei: cara, você está na profissão errada! Como quebrar um predio ?  Mas me lembrei do Palácio Monroe, demolido com aval de arquitetos como Lucio Costa para dar lugar a uma estação de  metrô.
Vivemos no mundo do vendedor do Aladim, "troque sua lâmpada velha por uma lãmpada nova" . E o que estamos vivendo é resultado disso. E, depois de trocara a lâmpada, percebemos que a felicidade que vinha prometida no brilho da troca, se apaga.   
O Brasil parou com as passeatas. Um movimento que começou com um legítimo desejo de passe livre, foi assumido pela classe média com outras tantas frustrações e insatisfações e agora, ao que parece, pelo crime que saem quebrando tudo. Movimento político organizado não vandaliza nada nem burgueses que tiveram 3 refeições por dia e foram à Disney nas férias.  A insatisfação é grande. Quando é que vamos perceber que trocar por lâmpadas novas só nos faz perder o gênio?